Post publicado por Samuel D
07.11

Kesha Rose Sebert estreou no mundo da música lá 2009, com uma vibe festeira e carregada de auto-tune, o que lhe rendeu inumaras crítica em relação ao seu alcance vocal. A cantora, por sua vez, sempre deixou claro que o uso do filtro vocal foi uma opção dela mesma, por achar interessante o resultado. Kesha, inclusive, sempre lidou bem com as críticas negativas, não levando nada muito a sério; uma prova disso foi um vídeo gravado para o talkshow de Conan O’Brien, onde a própria cantora brinca com a situação, tirando sarro de si mesma em relação ao uso do artifício. Confira:

Kesha repetiu a formula de seu álbum de estréia (“Animal”) em seu primeiro EP, denominado “Cannibal”, e, como consequência, as críticas em relação sua capacidade vocal continuaram as mesmas. Farta disso, a artista resolveu que iria se reformular um pouco musicalmente falando, e o resultado disso foi o seu segundo álbum de estúdio, chamado “Warrior”, o qual apresentou uma edição vocal bem mais natural e praticamente livre de filtros robóticos e artifícios semelhantes, uma das características que tornou o álbum bem aclamado pela crítica. Não satisfeita, Kesha lançou simultaneamente com o “Warrior” um EP chamado “Deconstructed”, que trouxe versões acústicas de suas músicas já lançadas. Segundo a própria artista, esse EP acústico representou o seu ‘dedo do meio’ a todos os haters que um dia duvidaram de seu talento vocal.

keshavoz

Em termos técnicos, Kesha é classificada como mezzo-soprano (Meio-Soprano), apresentando um timbre encorpado que pode atingir grandes extensões. Isso significa que sua voz pode facilmente sofrer variações, soando tanto doce e gentil como cheia de atitude e vigor; e esse é certamente um ponto positivo da voz de Kesha: ela pode retratar a sonoridade de um coração partido com a mesma facilidade que pode passar uma abordagem mais cômica, ou também demonstrar uma atitude de ‘bad girl’. Ela é hábil em transições, permitindo sua voz percorrer por vários gêneros como rock, baladas, Country, Eletrônico, Pop, Rap e até Teatro Musical.

“Kesha utiliza um estilo voz falada/cantada/rap para a maior parte de suas músicas. A voz geralmente se mantém em notas médias e é capaz de se comunicar de maneira eficaz com o humor e tom de suas letras. A habilidade em manipular sua voz permite a Kesha projetar uma variedade de emoções diferentes, desde desagradavelmente malcriada [Ouça: Blah Blah Blah]; a descolada e descontraída [Ouça: VIP]; a suave e melancólica [Ouça: Dancing With Tears In My Eyes]. No entanto, há uma marca identificável de canal nasal que se faz presente ao longo do alcance vocal, uma característica irreverente típica vozes adolescentes. É possível ela moderar um pouco isso, cantando com um timbre mais quente, suave e arejado [Ouça: Blow (Deconstructed Mix)], mas não é usado com frequência.” -Divadevotee

Em relação a seu alcance vocal, os graves de Kesha são confortáveis, mas são a parte mais fraca de sua abrangência, já seu médio alcance é completo e pode ser mantido por longos períodos sem desafinar. Quanto maior a ascensão de seu alcance vocal, maior será sua ressonância, podendo atingir a nota #F5 (aguda). Com uma voz bem conectada, Kesha pode transcender da voz de peito (notas mais graves) para a voz de cabeça (voz aguda, fina e mais suave) sem esforço.

“O alcance de belting (voz projetada com volume alto) de Kesha é surpreendentemente grande – a partir de uma nota B4, estendendo-se até um F#5 [Ouça: Dirty Love]. A qualidade das notas produzidas são claras e penetrantes, porém finas e um tanto forte. O tom, timbre e textura de seu alcance de belting é consistente, indo das notas mais graves as mais agudas. Um feito incomum comparado com a maioria dos cantores, que tem as suas notas de belting afinando e mudando de qualidade conforme mais alto cantam. Ainda assim, Kesha não parece estar carregando tensão em sua voz, mesmo nas notas mais altas, o que sugere uma boa técnica e a possibilidade de poder superar o que já nos foi mostrado vocalmente. Ela também é capaz de cantar por períodos prolongados [utilizando o belting] sem problemas [Ouça: Supernatural (Deconstructed Mix) ou a nota F5 alcançada em Crazy Kids / E5 alcançado em C’Mon]” -Divadevotee

Fontes: Critic of Music | Divadevotee | Studio Vocal Range



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