[VOGUE] Novo look de Kesha: A cantora fala sobre glitter, gratidão e abraçar sua nova forma | Kesha Brasil

Post publicado por Samuel D
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As rotinas de beleza matinais de Kesha são mais simples do que você poderia esperar de uma garota um dia reconhecida por seus lábios pintados a ouro, com as pálpebras carregadas de lápis de olho e uma queda pública por glitter. Mas, durante uma recente visita aos escritórios da Vogue, a nova cantora de cara limpa admite que seus dias de garota festeira feroz ficaram por trás dela. Na cidade, em meio a turnê internacional e em estúdio trabalhando em novas músicas, sua pele saudável e com sardas é a prova de que ela realmente coloca isso em prova. “Eu realmente queria fazer uma mudança – estar mais crua e real”, explica a cantora sobre sua transformação visual, que é acentuada pela sua saia ultrafeminina e jaqueta. “Eu queria ser mais confiante em mim mesma – abraçar cada polegada do meu corpo – não tentar encobrir ele com maquiagem.”

A nova perspectiva da cantora é tão refrescante como também foi conquistada de maneira dura. Após o sucesso esmagador do single “Tik Tok” em 2009, a cantora nativa de Los Angeles se recorda de, inicialmente, cantar numa sala com 30 pessoas que se transformou numa multidão de quase 6000 pessoas em festivais, por noite. “De repente eu tinha todos esses fãs, mas também muitos críticos”. Sua personagem dominante de artista, com cabelo glam rock e maquiagem estilo Alice Cooper – tudo projetado para celebrar a liberdade pessoal, foram polarizando. As reações vieram de todas as direções – hackers, blogueiros e até mesmo de um colega e seus punhais de corte profundo. “Lentamente minha auto-estima começou a se deteriorar.” O que começou como uma preocupação com sua imagem corporal, eventualmente, se transformou em um transtorno alimentar. No início de 2014, quando a situação chegou ao auge, Kesha decidiu dar uma pausa e recalibrar-se passando um período numa clínica de reabilitação. Desde então, ela voltou aos palcos se sentindo mais feliz e mais ela mesma. Agora, um ano depois, ela senta para falar sobre a sua evolução pessoal e física, sobre o lugar da gratidão e brilho na sua nova vida e o poder de auto-aceitação.

Você passou por uma metamorfose em relação a beleza no ano passado. Você pode me dizer o que estimulou a mudança?

Eu tive um monte de altos e baixos. Tem sido uma jornada e tanto. [Com as críticas] fui a um lugar escuro. Passando grandes períodos sem comer, e eu comecei a pensar que estar com fome a ponto de quase desmaiar era algo positivo. Quanto pior ficava, mais comentários positivos. Por dentro eu estava realmente infeliz, mas por fora as pessoas estavam tipo, “Uau, você está ótima.”

Como você saiu desse ciclo?

Eu estava cantando  músicas como “We R Who We R”, e eu realmente acreditava nelas. Eu queria ser genuína. Mas eu estava triste e não estava comendo. Isso não é bom para o seu corpo, metabolismo, ou cérebro. Falei com o meu terapeuta, e ela disse: “Eu acho que é hora de ter um momento para resolver isso.” Eu liguei para minha mãe uma noite e eu disse a ela: “Eu preciso de ajuda.” Eu fui a um site específico sobre reabilitação de distúrbios alimentares, onde uma nutricionista me ensinou que o alimento é uma coisa positiva para o seu corpo. Percebi que ser saudável é a coisa mais importante que posso fazer por mim mesma. Agora, eu estou tentando abraçar a pele na qual estou dentro. É difícil às vezes. Todos os dias eu tenho que olhar no espelho e escolher ser gentil comigo mesma. Esta é quem eu sou, eu tenho que amar isso.

Como você se sente agora?

Parte de ser saudável é ser positivo. Eu não dou atenção para Internet ou blogueiros. Eu me cerquei de pessoas positivas. Eu corro algumas milhas na praia todos os dias, e eu entrei em meditação transcendental para tentar encontrar alguma paz em minha vida louca. Isso me lembra de ser grata por onde eu estou, pelo meu corpo e minha cara – mesmo tão imperfeita quanto possa ser.

Dá para notar – você parece bem e sua pele está brilhante.

Bem, eu sou uma colecionadora de beleza. Eu tenho todos os tipos de soros de rosto e loções. E eu tenho essa esteticista, Francesca Paige, que faz mágica. Antes de eventos importantes, eu recebo este louco tratamento oxigenante – faz sua pele brilhar. E eu recebo essas máscaras de folha de colágeno dela, que eu mergulho em água engarrafada em seguida, coloco no meu rosto. Ela é um salva-vidas.

E a sua maquiagem? Esta bastante natural esses dias.

Agora eu uso rímel e batom, e [para o brilho] eu uso um pó da NARS em minhas bochechas. Em minha pele, eu comecei a usar um spray da Dior quando eu estava em turnê –  é tão fácil, como tinta spray para o seu rosto, mas da brilho.

É esse o look que você usa no palco – maquiagem sem maquiagem? 

[Maquiagem para os palcos] tem que ser mais produzida do que seria para andar na rua, muita lantejoula, muito drama. É minha estética, porém mais ao extremo. Eu tiro muita inspiração do final dos anos setenta, quando os homens estavam usando maquiagem com calças apertadas e ternos, estilo [David Bowie como] Ziggy Stardust. Houve um tempo que meu maquiador, Vittorio Masecchia, costumava colar enormes pedras no meu rosto.

Olhando para trás, você tem algum arrependimento sobre beleza?

Você quer dizer o dente de ouro que eu removi? [Risos] Não, eu olho para trás com amor, porque eu estava me divertindo muito [com cabelo e maquiagem]. Uma vez que fui num tapete vermelho com um moicano, mas eu provavelmente nunca vou fazer isso de novo. E antes de subir no palco eu costumava derramar cerveja no meu corpo [como uma cola] e, em seguida, rolar em uma banheira cheia de glitter. Eu não faço mais isso, porque ele irritou minha pele.

Ainda existe um lugar para glitter em sua vida?

Eu não acabei com ele para sempre, ainda há toques de glitter.

Sim, sempre tem [glitter] nas manicures que você posta no Instagram.

Eu sou obcecada por arte de unha. Agora eu estou com minhas unhas estilo francesinha ombré. Tudo começou quando eu fui para o Japão – tem este lugar chamado esNail, que ia criar flores 3-D nos meus dedos, colocar pedras loucas sobre eles e construir pequenas cidades – Eu deixei ir até o ponto aonde eu não podia nem mesmo usar as minhas mãos porque estavam muito sofisticadas. Eu me acalmei um pouco em relação a isso, mas eu ainda gosto de me divertir. Eu decidi que tudo na minha vida deve ser divertido, caso contrário, qual o ponto?

Fonte: Vogue



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