Post publicado por Samuel D
24.05

Após convidar Kesha para cantar “It Ain’t Me, Babe” em um de seus shows, a cantora o convidou para comandar o piano durante sua performance no Billboard Music Awards 2016. Essa semana, Ben concedeu uma entrevista, e foi questionado sobre sua relação com Kesha, os antecedentes das performances que realizaram juntos e até sobre a situação judicial de Kesha. Confira a tradução:

Como o sua performance com Kesha na última quarta-feira aconteceu?

“Tivemos sorte, musicalmente falando. Quando ficamos sabendo que a performance de Kesha não ia acontecer, eu fiquei tipo: ‘Por que você não sobe ao palco e performa com a gente hoje à noite?’. A música tem apenas piano e vocais, mas para aquele show criamos um arranjo mais amplo. Eu acho isso a deu um bote salva-vidas – visto que ela tinha ido muito bem no meu show.”

O que você achou da escolha dela de fazer um cover de “It Ain’t Me, Babe”?

“Achei que a escolha foi ótima. Ela tinha várias músicas para escolher – Bob Dylan e alguns dos Beach Boys. Essa canção a deu a oportunidade de andar por um caminho pelo qual poucas pessoas andam bem, e fazer algo iluminando e diferente em relação a música. Você tem que levar em consideração que performances de premiações são, em sua maioria, altamente programadas, com coreografias e efeitos sonoros; até mesmo as performances mais despojadas são extremamente coreografadas. Mas, nessa apresentação, ela interpretou uma música completamente despojada. Eu pensei que fosse um lugar seguro para ela fazer algo corajoso assim, porque ela sabe que tem meu apoio o tempo todo. Eu ajudei a cuidar dela. Eu não teria aparecido no Billboard Music Awards se [nossa amizade] não fosse real.”

Como você e Kesha se tornaram amigos?

“Conheço Kesha faz um tempo. Estou orgulhoso dela, pessoalmente e musicalmente. Ela é autêntica. Eu a conheci através de um amigo em comum. Ela me contou como costumava entrar de penetra em meus shows quando ela estava na escola. Eu não sei por que exatamente ela tinha que entrar de penetra [risos], mas temos discutido isso.”

Ela já te disse qual álbum seu é o favorito dela?

“Eu acho que é o ‘Rockin’ the Suburbs’, com certeza. É incrível a quantidade de estrelas pop femininas da idade dela que giram em torno desse álbum.”

Quando você a convidou para performar, foi um momento crucial e raro para a música pop. Isso bateu de frente com a proibição artística que ela havia recebido, que é um grande assunto agora.

“É muito complicado. Estou interessado sobretudo na parte artística da situação, mas a parte artística está ligada à parte pessoal, que está vinculada com a parte judicial. A principal coisa é que Kesha teve as mesmas opções que todos teriam: tomar o caminho difícil e defender-se por si mesma ou simplesmente ficar na fila. O fato é que seu crescimento pessoal e artístico é tão importante para ela que ela está disposta a não participar de programas de televisão e não lançar um disco – que é o que as pessoas estão pedindo. É preciso coragem para desenvolver a sua voz, reinventar-se e ser você mesmo como David Bowie ou qualquer outro grande artista. Ela só tomou uma atitude de grande risco. Além disso, ela é boa pra caralho no que faz.”

Fonte: Rolling Stone



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