Post publicado por Pedro I.
03.08

Provavelmente, a experiência mais poderosa que já tive como artista é ter fãs que dizem que tal música ou álbum ajudou-os em momentos difíceis.  Alguns deles chegaram a dizer para mim que minha música ajudou a salvar a vida deles. Isso é difícil de compreender, e enquanto eu viver, nenhuma outra honra igualará isso. Ouvir essas palavras dos fãs me transformou.

Eu acho que uma das razões pelas quais minha música se conecta com pessoas que sentem que não se enquadram é porque eu nunca me encaixo – é por isso que a música “Hymn” é tão especial para mim. O título original foi “Hymn for the Hymnless”. E quando eu digo “hymnless”, estou falando de pessoas que sentem que não se encaixam, pessoas que não têm um hino.

É assim que sempre me senti – nunca houve um grupo que fosse inteiramente meu. Os versos são: “Este é um hino para os que não se encaixam, crianças sem religião”. A religião, para mim, nesta música não significa necessariamente a religião como na sua crença espiritual, mas sim como crianças sem um modo de vida definido. Eu ainda estou tentando descobrir o que eu acredito e o que está no meu coração, e eu sei que não estou sozinha. Minha mente e minhas opiniões continuam mudando e expandindo.

Acho que nunca houve um momento mais importante para os sonhadores serem sinceros sobre suas crenças do que agora. Eu estava lembrando de alguns momentos em que saí às ruas no ano passado para saber o que sentia sobre certos problemas ao escrever versos como “Go on, read about us in the news… After all we’ve been through/ No, we won’t stand and salute … If we die before we wake/ Who we are is no mistake/ This is just the way we’re made”. Eu nunca vou parar de lutar pela igualdade para todos os seres humanos. Essa é a paixão por trás dessa música.

Esta música é dedicada a todos os idealistas do mundo que se recusam a dar as costas ao progresso, ao amor e à igualdade quando são desafiados. É dedicado às pessoas que saíram pelas ruas do mundo todo para protestar contra o racismo, o ódio e a divisão do que for. Também é dedicado aos que sentem que não são entendidos pelo mundo ou não são respeitados por ser quem são. É uma canção esperançosa sobre todas essas pessoas – que eu também me considero – e o poder que todos nós temos quando estamos juntos.

Eu escrevi a música com minha mãe (Pebe Sebert), Cara Salimando, Jonny Price e o gênio galáctico Ricky Reed. Por causa do assunto desta música, eu tive que trabalhar com a minha mãe na composição – como eu, sua cabeça está acima das nuvens, no espaço. Eu sou uma alma frágil para este mundo – Eu sinto que vivo por algo inexplicável e mágico no espaço sideral. Eu adoro essa ideia de pessoas com filosofias semelhantes reunidas, e essa foi uma das inspirações para essa música.

Espero que esta seja uma dessas músicas que conectam com aqueles que se sentem rejeitados, especialmente com os jovens de hoje crescendo com a internet, porque o bullying hoje é tão assustador devido a toda a tecnologia. Isso acaba com o meu coração ao ouvir sobre crianças sendo atacadas online sendo tão jovens e sensíveis. Eu creio que ninguém deve ser submetido ao assédio e ao ódio, e isso inclui na internet. Eu sei que, por experiência pessoal, esses tipos de comentários podem ser muito mais do que doloroso. Esses comentários podem realmente prejudicar a autoconfiança e a auto-estima. Então, quando canto a letra desta música, faço isso para lembrar que não podemos deixar que os haters e a negatividade ganhem. Sabemos “que somos perfeitos, mesmo quando estamos fodidos”. Somos todos “sonhadores que procuram a verdade”, e sabemos que o inexplicável bem universal nas pessoas – o amor inato, a luz e compaixão de um pelo outro – nos unirá para fazer ótimas coisas.

Confira agora “Hymn”, quarta faixa liberada do álbum “Rainbow”:

FONTE: Mic



Twitter



Facebook