Kesha fala sobre bullying, recuperação e ter trabalhado em mais de 70 músicas novas | Kesha Brasil

Post publicado por Samuel D
14.03

Hoje, Kesha participou do evento SXSW, em um workshop de debate sobre bullying, ódio virtual e muitos outros assuntos. Sobre seu novo álbum, Kesha revelou já ter trabalhado em 70-80 músicas inéditas, mas reafirma que não há datas de lançamento ainda. 

Em relação ao ano turbulento de 2014, quando a cantora foi internada em um clínica de reabilitação para tratar de um transtorno alimentar, ela disse lacrimejando: “Eu quase morri […] Quando entrei em terapia de reabilitação, me disseram que eu poderia ter sofrido um derrame, porque eu não estava consumindo o suficiente de nada.”

Depois de uma “m*rda de terapia”, Kesha chegou à conclusão de que ela tinha construido uma fachada que ela descreveu como “ser tão forte e não dar a mínima pra nada.” E o símbolo de cifrão em seu nome artistico não fazia mais sentido. “Eu percebi que era besteira total”, ela explicou. “Eu tirei o $ porque aquela era a fachada.”

Uma entrevista exclusiva de Kesha para o site Refinery29 também foi liberada, nela Kesha falou sobre bullying, ódio online, Donald Trump, defesa de minorias e mais. Confira a tradução feita pelo Kesha Brasil:

“É uma tarde quente em East Austin, onde mais de 20 adolescentes estão reunidos em um quintal gramíneo, sob um céu azul limpo, tocando em um assunto que tocou todos e cada um deles: bullying.

‘Não fazer nada é a mesma coisa que deixar acontecer,’ um estudante do segundo ano do ensino médio diz ao grupo quando outra jovem mulher compartilha uma história sobre uma garota em sua comunidade que tentou suicídio após ser atormentada por seus colegas. Os adolescentes estão aqui hoje via uma organização chamada Gear Up, participando de um workshop anti-bullying com a Refinery29 e o Columbia University School of the Arts’ Digital Storytelling Lab. Eventos do SXSW estão ainda ??? na cidade, mas esse é talvez o único lugar onde uma nova geração está levantando ideias sobre como romper o que virou verdadeiramente um ciclo destrutivo todos os dias.

Cerca de vinte minutos lá dentro, um novo membro quietamente deslisa em uma cadeira dobrável e a energia do lugar pequeno muda assim que as pessoas percebem quem acabou de se sentar. Vestida em (n sei aqui), Kesha inicialmente parece com qualquer outra pessoa jovem atrasada para um encontro. E de um jeito ela é: Os que são familiares com a sua história pessoal, sabem como o bullying e assédio a impactaram tanto na vida real como online.

‘Eu lidei com doenças a minha vida toda,’ ela diz quando é a sua vez de falar. ‘As pessoas deveriam saber que um só comentário online me deixou em um espiral de depressão.’ E se ela pudesse voltar e mudar qualquer coisa sobre as suas próprias experiências com bullying?

‘Eu queria ter sido mais honesta sobre isso,’ ela reflete. Presumivelmente, porque apenas através de se abrir e dizer a verdade que a ferida começou a curar.

Quando Kesha voltou aos palcos no verão passado no Billboard Music Awards, soando menos como a ingenua que costumava ser e mais como a artista poderosa que ela está lutando para se tornar, nós só queríamos uma coisa: mais. E enquanto ainda estamos esperando ela retornar completamente para os holofotes, a artista de 30 anos estará surgindo um pouco nesta primavera — com próximas performances em Illinois, Nova Jersey e Arkansas, e esta rápida parada em Austin para o SXSW. Após o workshop anti-bullying de hoje, ela estará sentando para um Q&A exclusivo com Amy Emmerich do Refinery29, no mesmo assunto.

Antes dessa conversa, nós falamos com a ainda estrela ascendente sobre outro assunto o qual ela virou uma expert ao passar dos anos: assédio online. Descubra o que ela teve a dizer sobre vencer bullies, ficar sana criativamente, e viver na nossa nação com um troll-no-comando recentemente-instalado, abaixo.

Como você protege sua própria criatividade e energia, tanto online como offline?

O mundo é um lugar bonito e mágico quando você participa dele inteiramente. À medida que as pessoas se tornam constantemente ligadas à internet através de smartphones e outros dispositivos, eu sinto que as linhas entre a realidade virtual e a vida real se tornam cada vez mais desfocadas. Você pode fazer tudo online agora, desde compras a namoro e amizades.

Mas eu não acho que muitas dessas atividades podem ser totalmente apreciadas quando experimentada on-line apenas: Eu sinto que, especialmente com relacionamentos pessoais, é importante concentrar-se no momento, olhar alguém nos olhos ao ter uma conversa ou compartilhar experiências – isso é algo que não pode ser replicado.

Eu não quero viver minha vida virtualmente, porque eu acho que, em última análise, essas experiências virtuais nunca irão se comparar com a vida real. Estou mais feliz quando estou vivendo momentos com outro ser humano, especialmente quando estou conectando com a natureza. Nosso mundo natural é mais surpreendente do que qualquer coisa em uma tela. Quando você o perde de vista que e gasta a vida focado em uma tela, isso pode desencadear a depressão.

Atualmente, os músicos e os artistas têm um megafone enorme no mundo. Quais são as questões que você sente como você tem uma responsabilidade para falar sobre?

Eu acho que uma coisa positiva sobre a mídia social é que todo mundo tem uma plataforma para ter sua própria voz ouvida. Eu sinto que é o meu direito como uma mulher e artista falar sobre as questões que eu sou apaixonada. Eu sou a mais apaixonada quando se diz respeito a igualdade; Creio que todo ser vivo é igualmente importante e que cada pessoa merece as mesmas liberdades e direitos humanos que qualquer outra. Eu sempre vou defender os direitos LGBT, os direitos das mulheres, os direitos das minorias ou qualquer pessoa que tenha seus direitos humanos básicos desafiados.

Trolls [*pessoas que só se preocupam em falar mal e causar discórdia online] tornaram-se um componente enraizado da cultura da internet. Qual a melhor maneira de lidar com eles, na sua experiência?

Trolls só são poderosos se você deixá-los ser. Na maioria das vezes, acho que trolls são apenas pessoas inseguras projetando suas próprias inseguranças e problemas para os outros. Eu sei que é difícil ignorar trolls quando eles estão atacando você pessoalmente, e eu tive um tempo difícil com trolls porque eu sou uma pessoa emocional. Mas eu tento lembrar-me que estas são apenas pessoas escondidas atrás de uma tela, dizendo coisas que nunca diriam ao seu rosto. Eu tento limitar o poder dos trolls simplesmente ignorando-os e limitando o tempo que gasto com a mídia social.

Há pessoas que alegam que Donald Trump é um troll. O que você acha?

Acho que ele é o comandante-chefe dos trolls. Nosso presidente deve representar todo o nosso país. Sob o governo de Obama, fiquei orgulhosa em termos um homem inteligente, distinto e gentil falando em nosso nome; Sob Trump, nós temos alguém que usa a retórica divisiva, cruel, e às vezes racista ao falar como o líder dos Estados Unidos.

Quando as pessoas, e especialmente as crianças, vêem o presidente agir de forma tão negativa em relação aos outros, acho que isso pode levá-los a justificar um comportamento semelhante em suas próprias vidas – e isso não é bom. Precisamos de um líder que promova a unidade e a aceitação, que trate os outros como eles próprios gostariam de ser tratados. É triste para mim que nosso presidente se recuse a fazer isso. O lado bom para mim é que eu vi milhões de americanos se unirem contra Trump em nome da aceitação e da unidade para lutar contra seu comportamento de intimidação.

 



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