Pitchfork faz crítica positiva de “Praying”, novo single de Kesha | Kesha Brasil

Post publicado por Samuel D
08.07

Pitchfork, remonado site na indústria músical, deixou sua opinião sobre o novo single de Kesha, “Praying”. A crítica foi positiva! Confira:

No final de “Praying”, Kesha solta um pequeno suspiro de alívio. Ela acaba de gritar alto, destacando-se acima de um coro jubiloso durante o clímax de sua primeira nova música em quatro anos. Mas, liricamente, a balada é ligeiramente restrita, pelo menos considerando tudo o que ela passou. É como dizer à pessoa que arruinou sua vida “se cuidar” quando você realmente quer dizer “foda-se”. Apenas uma vez ela realmente transpareceu raiva: “Quando estiver acabada, eles nem saberão o seu nome.” Kesha tem endurecido suas indiretas para os homens em suas músicas a algum tempo, mas o contexto aqui faz isso particularmente violento.

Alguma música sobre abuso já foram tão pública quanto? Nos últimos anos, confessionários como “Til It Happens To You” de Lady Gaga direcionaram uma luz necessária sobre o problema, mas raramente conhecemos os dois lados da história em detalhes tão minuciosos quando ouvimos essas músicas. Ainda mais raro que um homem poderoso veja sua carreira sofrer por essas acusações (embora a mulher sempre sofra). Embora a Sony finalmente tenha cortado os laços com o Dr. Luke, com quem Kesha trabalhou em estreita colaboração e esteve envolvido em uma batalha legal com anos por causa de seus abusos habituais, “Praying” foi lançado pela marca própria de Luke, Kemosabe, devido a obrigações contratuais.

Apesar dessas circunstâncias, “Praying” marca um novo começo significativo para a Kesha. A cantora bravamente assumiu seu abusador, viu #FreeKesha transformado-se em um grito de união, e agora decidiu que ela irá avançar vitoriosamente, mesmo que o tribunal não tenha exatamente aparentado isso. É uma declaração poderosa de resiliência, mesmo que a melodia de piano familiar da música resultante pareça comparativamente morna.

Em teoria, “Praying” era um grande hino antes mesmo de sua primeira nota ser composta, e parece que a música foi construída para fazer jus a essa qualidade. No seu início, ela expõe seus sentimentos mais profundos, como Adele cantando com palavras faladas; No fechamento, como Florence Welch comandando uma orquestra. Mas no meio há a voz de Kesha, menos manipulada digitalmente e mais forte do que costumava aparecer nos registros produzidos por Luke. Ele não pode mais tirar isso dela.

Por Jillian Mapes | Senior Editor da Pitchfork



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