Post publicado por Pedro I.
09.08

Confira a resenha feita pela revista norte-americana Rolling Stone para o álbum “Rainbow”, da Kesha:

Em seu excelente retorno, “Rainbow”, Kesha canaliza esse drama que ela passou nos últimos anos para as melhores músicas de sua carreira – encontrando um lugar em comum entre os honky-tonks que ela ama e as baladas que ela governou com seus sucessos como “Tik Tok” e “Die Young”, entre brilhantes batidas, baladas épicas e riffs de guitarra. No processo, ela também encontra sua própria voz: uma feminista empoderada e rebelde do Top 40.

O álbum começa suavemente com “Bastards”, uma balada madura para um campfire singalong (música típica para cantar em volta de uma fogueira). Acima de uma guitarra acústica, seus vocais únicos, cansados de auto-tune, respiram com facilidade, enquanto mostra com agilidade e confiança o seu alcance subestimado, cantando: “Don’t let the bastards get you down.”. O álbum segue com o glam-punk de “Let ‘Em Talk”, onde ela se juntou a Eagles of Death Metal. Kesha, que está como produtora executiva do álbum, trabalhou com uma equipe que incluiu de Ryan Lewis e Ben Folds a sua mãe. Em todos os cantos, ela consegue um equilíbrio cuidadoso de seus diversos eixos musicais: o gospel “Praying” toma a estrada desejando o melhor para as pessoas que feriram ela, e “Woman” é irreverente e com um auto-tune suficiente com o apoio do grupo de funk Dap-Kings.

Kesha costumava cantar sobre festas com homens ricos e de se sentir como o P. Diddy. O álbum “Rainbow” é cheio de metáforas e típicos [termos] clichês de terapeutas: “Live and learn and never forget it/Gotta learn to let it go” ela cantar na música “Learn To Let Go”. Por sorte, ela também mostra seu senso de humor absurdo. Em destaque com “Hunt You Down”, ela evoca June Carter diabolicamente ameaçadora: “Baby, I love you so much”, ela canta como na voz mais inocente da Southern-Belle e, em seguida, ela avisa: “Don’t make me kill you.”. Em “Godzilla”, uma fatia generosa de indie-folk kitsch (folk utilizado por cantores indies na década de 1990), ela imagina como seria se apaixonar por um monstro de desenho animado, criando uma novidade alegre do caos e da destruição.

O momento mais poderoso do álbum é o cover de Dolly Parton “Old Flames (Can not Hold a Candle to You”) – O auge que a família Sebert atingiu como compositores. A própria Parton ajuda os vocais como participação. Kesha voa através de uma visão sonhadora, transformando a doce música em um rockabilly (um sub-gênero do rock que teve fama nos anos de 1950) animado até o padrão parecer atualizado e vividamente moderno, como se estivesse em uma batalha e tivesse nascido de novo. 

FONTE: Rolling Stone



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