Post publicado por Samuel D
07.08

A slant magazine divulgou uma review do “Rainbow”, novo álbum de Kesha com lançamento programado para dia 11. A revista falou bem do material, dando-o 3,5 de 5 estrelas. Confira a opinião do veículo de mídia:

O álbum abre com a devidamente intitulada “Bastards”, que começa como uma bocejane balada country antes de entrar em um brilhante estilo “Hey Jude” suavizada por algumas guitarras elétricas. A faixa serve como uma declaração de propósito: “Fui subestimada a minha vida inteira / Eu sei que as pessoas vão falar merda, e querida, está tudo bem” – se sente como uma reintrodução estilisticamente perturbadora de Kesha como artista. Ela não perde tempo, no entanto, lembrando-nos de que ela ainda é capaz de zombar da irreverência. Como em “Bastards”, a faixa “Let’s Em Talk” assume os “haters” de Kesha, mas o faz com um senso de humor acerbado quando canta: “Chupe meu pau”, em uma voz angelical.

Como sua batalha legal contra o Dr. Luke ainda não foi resolvida, Kesha caminha numa linha delicada por todo o álbum, sem medo de se tornar pessoal, mas consciente das propriedades universais de uma boa música pop. O carro-chefe do álbum, “Praying”, funciona como uma música de separação no estilo de Adele e um pouco de abuso: “Bem, você quase me enganou / Disse-me que eu não era nada sem você.”. Ao entregar seu testemunho, a trilha desenvolve lentamente – com cordas, bateria e, finalmente, um coro – antes do clímax com um arrepiante lamento da cantora, que parece ter passado mais de meia década para fazer.

Em outros momentos, “Learn to Let Go” pretende inspirar-nos a relevar o passado, com palavras de sabedoria da Kesha, temperadas com uma dose saudável de ceticismo: “Eu sei que sempre digo a todos que você não precisa ser uma vítima”. Para todos as mensagens genuínas do álbum e diretrizes de auto-ajuda sinceras, ela nunca se leva muito a sério. Apesar da falta de cânticos sobre álcool, a personalidade turbulenta de Kesha permanece intacta em músicas como “Boots”, anulando qualquer suspeita de que sua imagem de “garota-festeira” fosse uma criação de estúdio: “Se você não consegue lidar com essas garras, então não pegue essa gatinha”, ela canta.

Criada em Nashville, Kesha mergulhou os dedos pela primeira vez nos pops-country com “Wonderland” do “Warrior”, mas ela mergulha ainda mais fundo em canções como “Hunt You Down” e a encantadora bagunça acústica de “Godzilla”. Ela até faz um cover de “Old Flames (Can’t Hold a Candle To You)”, uma música co-escrita por sua mãe, Pebe Sebert, no final dos anos 70 e popularizada por Dolly Parton, que também tem sua participação aqui. Essa interpretação é desnecessariamente estridente, em comparação com a versão anterior da Dolly e a anterior e fantasmagórica da Kesha. Rainbow possui uma autenticidade – e uma sensação de diversão desenfreada – que a “Joanne” de Lady Gaga não tem.

Rainbow provavelmente não passaria o teste retórico de objetividade crítica: se não fosse um álbum da Kesha, é improvável que alguém percebesse isso. Mas, embora não seja a descoberta de um novo talento, certamente é o aprofundamento de um talento já existente em uma longa lista de estrelas pop femininas que inicialmente ofereciam uma agência criativa e “profissional limitada”, agora tentando explodir o patriarcado.

FONTE: Slant Magazine



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