Post publicado por Samuel D
20.11

Ao lado de Jack Antonoff, David Crosby, Tim McGraw, Boots Riley, Mark Ronson e Diane Warren, Kesha participou de uma mesa redonda para o The Hollywood Reporter. Confira:

Qual foi a primeira música que você escreveu?

Kesha: Isso é engraçado. Eu tinha 12 anos e era sobre champanhe. (Risos) Eu não tinha ideia do gosto de champanhe, mas eu estava cantando sobre isso.

Em um momento da conversa, os artistas estavam comentando sobre como seus companheiros de família reagem quando eles estão escrevendo algo ruim. Kesha comentou sobre a reação de sua mãe, Pebe, que também é compositora.

Kesha: Minha mãe é direta. Eu mando tudo para ela e ela reage brutalmente. Ela diz: “Isso é terrível, isso é uma droga, você está tentando demais”. Eu respondo: “Oh foda-se, ela está certa”. Ela está sempre certa.

Enquanto isso, Riley diz que geralmente coloca suas demos para tocar em lojas de departamento para testar a reação das pessoas, Kesha amou a ideia e diz que vai aderir a ela.

Kesha e Diane, vocês duas escreveram músicas para filmes sobre Ruth Bader Ginsburg. Como foi escrever sobre um ícone?

Kesha: Eu nunca tinha escrito uma música para um filme antes, então eu fui e vi o filme, e foi meio assustador porque era para ser a música final do crédito. Depois de ver o que ela fez pelas mulheres, eu me senti ainda mais sobrecarregada e fiquei tipo, “Ah, merda, essa é uma grande tarefa”. Eu tive três horas de estúdio e saí para uma turnê no dia seguinte. Então nós entramos, e acabamos tudo em 20 minutos. Porque é um filme de época, nós queríamos que a música sentisse que poderia ter sido dos anos 50, poderia ter sido dos anos 70 ou poderia ser atual. Foi muito inspirado por Bob Dylan, que eu acho que se você ouvir, é óbvio.

Artistas são frequentemente influenciados pelo clima político atual. Como isso está inspirando seu trabalho?

Kesha: A sonoridade pode ser realmente punk rock e soar política também, apenas sonoramente. Não é tão óbvio quanto as palavras, mas quando você ouve um som de baixo insano, por exemplo, isso pode ser realmente emocionante, pelo menos para mim.

Como a música salvou cada um de vocês?

Kesha: Música é algo que é canalizado através de mim. Eu vou estar apenas dormindo ou no chuveiro e ter uma idéia. E de repente entrei em pânico e comecei a gritar: “É uma situação de emergência”, e todos em minha casa só sabem me dar um gravador ou um pedaço de papel. E depois que escrevo, parece tão catártico. E adoro saber que, como mulher, posso ser auto-suficiente. Algo que ninguém pode tirar de mim é a minha capacidade de escrever. Isso me faz sentir segura.



Twitter



Facebook