FreeKesha | Kesha Brasil | Page 2

Post publicado por Samuel D
15.01

Em uma entrevista para a Fabulous Magazine, Bebe Rexha revelou que já sofreu abusos sexuais por parte de um produtor musical no início de sua carreira, apesar de não relevar o nome do antiprofissional, mas disse que ele faz bastante sucesso na industria da música. Confira trechos do relato:

“Ele massageava meus pés e minhas costas e [também] me ligava dizendo: ‘O que você está vestindo agora?’ […] Mas [minha antiga equipe] não se importava porque ele era um produtor importante […] Uma vez eu estava no estúdio e me senti em muito perigo, porque ele estava com todos os amigos dele. Eu disse a ele que ele era um c*zão e me tratava de forma inadequada. Eu estava tipo: “F*da-se você”, chamei um uber e fui embora.”

Ao ter sua experiência comparada com o caso vivido por Kesha, Bebe disse:

“Eu definitivamente sinto muito pela Kesha […] eu realmente não conheço a história dela, então não posso julgar. No entanto, eu passei por situações em que os caras [com quem eu trabalhei] tentaram chegar muito perto e eu fiquei assustada porque pensei: ‘F*da-se vou estragar esse relacionamento [profissional] denunciando o que eles fazem. […] É um tema difícil de se falar, mas acho que ela é uma mulher forte e eu adoraria trabalhar com ela. Eu acho que a indústria da música é um lugar tão interessante e há tantas situações que as pessoas não conhecem”.

Fontes: Bebe Rexha Brazil; The Sun.


Post publicado por Samuel D
26.10

Hoje, a The New York Times Magazine, revista semanal associada ao jornal The New York Times, divulgou que Kesha será destaque na edição da semana do dia 30 de Outubro. Confira abaixo a capa, fotos promocionais e a matéria traduzida:

FOTOS:

MATÉRIA – “Kesha, interrompida”:

Kesha estava cansada; Kesha estava em sua fase do retorno de Saturno. Um retorno de Saturno, ela me explicou, acontece com as pessoas entre as idades 27 e 31. “É quando a [palavrão] fica muito real e muito difícil, e você tem que enfrentar a vida como um adulto”, disse ela. Seu cabelo estava molhado, e ela usava extensões de cílios e estava maquiagem. Seu rosto é coberto de sardas de cor de café muito leve que a fazem parecer mais jovem do que 29 anos. “É um período da sua vida onde você meio que vai de criança a um real adulto.”

No dia dessa entrevista, ela estava ensaiando no palco do clube Warsaw, no Brooklyn, cantando alto e baixo, se preparando para o show daquela noite, para o qual ela tinha que estar glamurosa, literalmente, então seu cabelo e maquiagem estavam sendo feitos. Ela já usou maquiagem para cobrir suas sardas, mas ela não faz mais isso. Vestiu-se em um de seus dois ternos estilo Nudie, o branco, com detalhes ocidentais personalizados para ela, com um olho bordado que combinava com a tatuagem da palma de sua mão; um coração com uma faca atravessada; algumas flores; um par de cruzes. O terno Nudie foi o mesmo que ela usou no Billboard Music Awards em maio. É com isso que ela vem se apresentando desde que abandonou as estampas de leopardo e os looks sem parte de baixo.

Em 2014, Kesha (nome completo: Kesha Rose Sebert) processou Dr. Luke (nome completo: Lukasz Gottwald), um dos produtores de música pop mais bem sucedidos e poderosos da indústria da música, e suas várias entidades, dizendo que ele havia drogado e estuprado ela, além de tê-la abusado emocionalmente, e pediu para ser liberada de seu contrato. Ele rebateu ela por quebra de contrato e difamação. Um milhão de documentos e arquivamentos e contra argumentos depois, em fevereiro, um juiz de Nova York negou seu pedido de liminar sob seu contrato de gravação (um contrato de gravação pode fazê-lo de refém para toda sua vida, ou pelo menos durante a maior parte de sua carreira).

Naquele dia, seus fãs, conhecidos como os animais, jogaram brilho na frente do tribunal, um lembrete para ela de que não importa a situação, ela ainda era a rainha deles. Eles gritavam “Livre Kesha agora!” Foi em vão: Kesha, em um terno branco muito menos alegre do que o terno Nudie, sentou-se na galeria, com a cabeça no ombro de sua mãe, chorando. Naquele dia, a hashtag #FreeKesha invadiu a mídia social, e dentro de algumas semanas, Adele se pronunciou em apoio a ela. Taylor Swift, com quem ela tinha apenas casualmente familiarizado, doou US $ 250.000 para ajudar a cobrir os honorários legais exorbitantes. Kelly Clarkson acusou publicamente Dr. Luke de ser um mentiroso, e que ele era “uma espécie de humilhador”, e acrescentou que ela tinha sido chantageado para trabalhar com ele. Em abril, a mesma juiza disse que as alegações de Kesha não foram detalhados o suficiente para considerar e que já havia se passado muito tempo do suposto estupro.

Kesha não é mais a artista que nos conhecemos nos tempos passados: Cifrão em seu nome no lugar do S, seu carro Trans Am dourado, onde ela admitiu ter relações sexuais contínuas, garota festeira 24h por dia, mergulhada em óleo e coberta de glitter. Agora ela é alguém com sua alegria suspensa, incapaz de lançar novas músicas, ela está em turnê por clubes pequenos para ganhar algum dinheiro para ajudar a financiar o seu processo e garantir que seus fãs não a esqueçam; agora ela é alguém que quer trabalhar e fazer música, só que sem o homem que ela diz que a estuprou; agora Kesha é uma causa.

Fora do Warsaw, seus fãs também estavam glamurosos. Um jovem míope que segurava um frasco de brilho castanho me disse que ele perdeu a mãe há dois meses e que veio de outro estado só para este show. “Se Kesha conseguiu passar por este ano”, disse ele, “eu também consigo.” Uma jovem mulher com meia-calça e shorts rasgado usava um bastão de glitter azul para aplicar listras de tigre no rosto de um amigo. “Kesha é uma inspiração para mim”, disse ela. “Eu sou uma sobrevivente também.” Antes que eu pudesse perguntar se ela estava se referindo sobre a sobrevivência ao longo da vida em geral ou se ela tinha sido vítima de agressão sexual, seu amigo gritou: “Ela está aqui!” E uma massa de pessoas com seus 20 anos correram para a esquina para encontrar Kesha, que tinha saído do clube toda radiante. Um deles gritou: “Mãe! Ela é minha mãe! Tenho de ir ter certeza que ela sabe que ela é minha mãe!” Conforme seus animals se aproximavam, Kesha abriu os braços para um deles.

“Oi! Oi! Você estava no tribunal! “, Disse Kesha. “Você estava lá!”

“Sim, sim, eu estava lá”, disse o Animal. “Estou tão feliz que você está livre agora!”

Aqui Kesha ficou séria. Ela olhou o fã no rosto e disse com muito cuidado: “Não, não. Não estou livre. Não pense que, porque ainda há uma ação judicial. Eu tenho uma nova música. Eu -” Ela interrompeu a si mesma, abraçou os fãs mais um pouco, tirou uma foto com todos eles e e saiu.

Mais tarde, ela me disse que as pessoas realmente não entendem a situação em que estava. Eles acham que é simples, que ela é livre ou não, que ela deve ter ganhado seu caso na justiça porque ela está fazendo shows. “Eles estavam tipo, ‘Oh, meu Deus, você está livre”, e eu sempre respondia,’ Não, querido, eu te amo, mas não, eu não estou, e eu não sei onde você conseguiu essa informação.” Seus animals, o mundo em geral, eles realmente não conseguiram entender que ela tinha escrito novas canções – 22 delas – e gravado-as com o seu próprio orçamento e que eles estavam aguardando por aí para serem finalizadas , concluidas e lançadas. Ela me disse que ela queria ter a sua história divulgada para que as pessoas realmente entendessem o que estava acontecendo – que agora, é o oposto de livre.

No Warsaw, ela colocou luzes de natal em todo o palco e se apresentou na frente de um letreito iluminado com letras estilo vaqueiro Jaunty que diziam “[palavrão] o Mundo”, porque foi assim que ela estava se sentindo. Ela rondou o palco em seu terno de Nudie, que ela finalmente tirou-o para revelar uma calça com franjas negras estilo onesie com as iniciais “FTW” nas costas. Não foi um show previsível, sem mais coreografias pop, exceto por uma coisa, as máscaras de dinossauro, talvez como brincadeira. Em uma parte ela tocou guitarra com os dentes depois de ter fingido comer o rosto de seu namorado. Este foi apenas um show muito estranho e muito ‘Kesha’.

Ela cantou alguns dos seus maiores sucessos, muitas vezes modificados com um estilo country. Ela cantou um cover da canção que ajudou escrever para Britney Spears, “Till the World Ends”, com um canto fúnebre e assombroso. “I can’t take it, take it, take no more,” ela cantou com sua voz profunda. Em um ponto, ela gritou: “Qualquer coisa fora deste lugar não importa nesta noite. Estou falando de aluguel. Eu estou falando sobre lição de casa. Eu estou falando sobre o [palavrão] do seu ex-namorado. Eu estou falando sobre o meu processo judicial. “A multidão enlouqueceu. “[Palavrão] isso!”, Ela gritou enquanto os animais aplaudiam e jogavam glitter.

Na cobertura de seu hotel no Brooklyn, um dia após o show, Kesha estava falando sobre a situação particular e peculiar na qual ela se encontra – uma estrela pop suspensa e incapaz de lançar músicas novas até que tudo isso seja resolvido – quando uma abelha começou a circula-la intensamente e pousou no joelho de seu jeans preto, entre um de seus buracos artisticamente rasgados. “Se eu não surtar, eu irei ficar bem”, disse ela, com os olhos observando o inseto.

Foi uma conversa íntima, apenas Kesha e eu, uma abelha e quatro membros de sua equipe, incluindo o advogado dela, se inclinando e ouvindo tudo, pronto para me puxar pelo capuz e retirar-me dali caso nossa conversa abordasse qualquer coisa que pudesse parecer antagônico a seu processo judicial. Na noite anterior, em seu show, o advogado ficou ao meu lado como se estivéssemos em uma encontro.

O quão desconcertante tudo foi: Kesha é alguém cuja imagem foi construída sobre uma feracidade decididamente independente, uma espontaneidade e uma raia de rebeldia e falta de auto-consciência. Uma vez que ela cantou que ela escovou os dentes com uma garrafa de Jack Daniels. Ela cantou sobre pretendentes visitando seu metafórico Trans Am dourado. Um amigo meu entrevistou-a há alguns anos atrás e me disse que ele e a cantora tiveram uma experiência divertida, sentados do lado de fora de um bar alto, rindo e bebendo. Ele a descreveu como “vertiginosa” e “pronta pra fazer barulho.” Ele me mostrou um pedaço de papel sobre o qual ela havia rabiscado um esboço de um pênis com testículos e assinado “K$.” Sua inquietude ainda está lá, mas como bolhas de lava em baixo de sua fachada dormente. Ela tem tantas coisa para dizer, mas, enquanto ela falava, parava por alguns instantes para descobrir a melhor forma de formar a frase, ou como soaria para o ouvinte uma vez que ela dissesse tal. A restrição era visivelmente não natural;

Em fevereiro, 16 meses depois de ter preenchido seu primeiro processo e 38 meses após seu último álbum ter sido lançado, Kesha pediu para ter seu contrato, que estabelecia que ela ainda devia três álbuns a RCA, gravadora que é  braço de distribuição exclusiva para a gravadora de Dr. Luke, Kemosabe/Kasz Money, Inc. (KMI). Mas a Sony, que possui RCA, disse que não tinha sido parte do contrato original entre Kesha e KMI; Somente Luke, quem a descobriu e a fez famosa, teria o poder de libertá-la.

Em abril, depois que a juíza rejeitou a maioria das queixas civis de Kesha (que incluiu um pedido de danos monetários), os advogados da cantora apelaram à Corte, voltando aos estágios iniciais. A mesma juíza tinha dito que a Sony iria fornecer à Kesha um novo produtor, assim como disse que faria. “Por que eles pegariam uma artista que é popular, que está rendendo-lhes dinheiro, e não promoveriam seu trabalho mesmo depois de terem investido milhões nele?”, Ela perguntou, de acordo com uma transcrição do tribunal. Era uma pergunta boa. O advogado de Kesha argumentou que a cantora era menos valiosa para a Sony do que Dr. Luke. “O interesse de seus negócios é na promoção de Dr. Luke, porque ele é o hit-maker, não Kesha. Kesha ficou em pausa por dois anos.”

O advogado de Dr. Luke, Christine Lepera, Disse em um e-mail que as alegações de violação e abuso emocional são “horríveis” e “simplesmente não é verdade”, que Kesha nunca teve a intenção de realmente provar suas alegações no tribunal, apenas usou-as para sair de suas obrigações contratuais. Como parte do processo de difamação de Dr. Luke, sua equipe citou uma fato ocorrido em 2011, quando Kesha estava sendo processado por sua ex-gerente por quebra de contrato. Nele, ela foi questionada se Luke já tinha lhe dado drogas ou se eles já tinham feito sexo, insinuando que ele tinha um posse sobre ela. Kesha disse que ela não se lembrava, ela não sabia, e finalmente, ela disse que nunca tinha tido relações sexuais com o produtor. A equipe de Luke usa isto para dizer que após a época em que ela diz que foi violada, em 2005, ela disse sob juramento que eles nunca tinham tido relações sexuais e que ela mentiu em pelo menos algum de seus depoimentos.

Mas os apoiadores de Kesha dizem que para levar em consideração uma deposição em tribunal é fingir que não sabemos nada sobre a patologia das vítimas de agressão sexual e sobre a dinâmica de poder e o medo humano, algo muito discutido em tempos de Bill Cosby/Roger Ailes/Donald Trump no mundo. E também considerar que Dr. Luke, presumivelmente, não iria querer continuar trabalhando com alguém que o acusou publicamente de estupro, não importa se é verdade ou não.

Considere que, até que ela possa lançar música, Kesha tem meios muito limitados de renda, com o processo que já dura desde 2014 e que custa pelo menos US$100.000 por mês, a estimativa mais conservadora que eu poderia calcular. Considere que Kesha não tem capacidade de ganhar dinheiro a não ser via turnê para um público de algumas centenas de pessoas, pagar as despesas com seu próprio bolso e, como os advogados de Kesha tem sugerido, não sendo permitida de lançar música é uma boa estratégia para impedi-la de ser continuar podendo arcar com o processo. Mas a coisa menos gratificante você pode tentar fazer é tentar adivinhar essas coisas. Você pode ler cada uma das milhares de páginas de arquivamentos e chegar mais perto da verdade. Confie em mim, eu tentei. “Ler documentos judiciais não te levará a verdade”, Dan Stone, um advogado do mundo do entretenimento em Greenberg Glusker Campos Claman & Machtinger, disse-me. “Mesmo que este caso vá a julgamento, é possível que ninguém nunca saberá o que aconteceu ou deixou de acontecer quando ambas os times estavam sozinhos em uma sala.”

Na cobertura no Brooklyn, Kesha disse que ela enviou 22 músicas para a Sony no início do verão. De acordo com seus representantes, a Sony não forneceu nenhum feedback significativo até que um juiz interveio no final de agosto. Seus representantes me disseram que gravar e lançar o “Warrior”, seu segundo álbum, levou apenas oito meses do início ao fim. Eu sabia que eles estavam concordando em deixá-la falar sobre o caso pela primeira vez, em parte por causa do que Kesha disse: ela queria que as pessoas soubessem o que ela está passando. Eu acredito que eles também sabiam que a compreensão do público sobre o caso favoreceu Kesha até agora, e que uma maior compreensão da situação poderia ajuda-la. Ela queria tocar algumas músicas novas para mim. A abelha estava agora circulando seu rosto. “Por favor, vá,” Kesha sussurrou, mas ela demorou a sair.

Kesha supostamente teria que ser uma artista divertida. Isso é o que ela diz que foi dito para ela quando começou a preparar músicas para “Animal”, seu álbum de estréia. “Algo que sempre foi dito para mim é: ‘Você é divertida. Nós iremos capitalizar isso.'” Nós estávamos em sua casa em Los Angeles, alguns dias depois do show no Brooklyn. A equipe dela e eu esperávamos no andar de baixo, em meio a artes de fãs e uma decoração marroquina/psicodélica – sofás e tapetes estampados, duas ovelhas de veludo com cabeças de prata, estatuetas de dinossauros, crânios de cera, pedras de cristal e vários desenhos de pênis e testículos. Alguém em sua equipe tinha mencionado um descontentamento com avaliação do show feito no Warsaw pela Times. Eu tinha lido também, e eu tinha dito que parecia que o crítico era um fã de Kesha – ele tinha escrito em louvor a ela várias vezes – e que se ele não gostou do show, talvez eles deveriam pensar em como os fãs de Kesha vão reagir a suas recentes transições de gênero e experimentações.

Ela desceu as escadas usando leggings de leopardo cor-de-rosa e uma camiseta com uma foto do Iggy Pop de quatro escrito “I Wanna Be Your Dog”, e então ela começou a contar sua história. “Eu pensava tipo, ‘Eu sou divertida, mas eu também sou um monte de outras coisas.” Mas o Luke rebatia:’ Não, você é divertida. Isso é tudo o que será nesse primeiro disco.”

Kesha mudou-se de Los Angeles para Nashville com sua mãe quando ela tinha 4 anos, uma compositora responsável por co-escrever “Old Flames Can’t Hold a Candle to You”, interpretada por Dolly Parton. Dr. Luke disse à revista Billboard em 2010 que ele estava particularmente impressionado com um rap improvisado que Kesha havia feito em uma demo, que gostava dela “brava” e “atrevida”. Mas depois que ela chegou a Los Angeles e assinou com a Kemosabe, Luke estava ocupado demais com outros artistas. Kesha passou seu tempo escrevendo canções e, eventualmente, escreveu para e/ou com artistas, como Miley Cyrus e Alice Cooper. (De acordo com uma entrevista que sua mãe deu à revista Billboard, o estupro supostamente aconteceu em algum lugar em meio a isso, em 2005, depois de uma festa na casa de Paris Hilton.) Em seguida, em 2009, ela era a vocalista destaque em “Right Round”, de Flo Rida, produzido por Dr. Luke. As coisas mudaram rapidamente após isso.

O álbum “Animal” foi lançado na primeira semana de 2010, chegando a platina nos Estados Unidos e multi platina em outros países. Era algo completamente novo em uma cantora pop feminina, algo mais corajosos e menos “elegante” do que estávamos acostumados. Ela falou sobre ficar bêbada e festejar. Ela falou abertamente sobre sexo, sem o romance que estávamos acostumados, tudo em uma voz meio provocativa, meio gemida. O álbum contém as faixas “Party at a Rich Dude’s House” e, claro, “TiK ToK”, primeiro single da cantora, que foi multi platina, estabelecendo, em 2009, um novo recorde de downloads digitais em uma única semana por uma artista feminina.

“TiK ToK” foi escrito para ser mais sutil e, definitivamente, irônico em primeiro lugar. Mas os produtores, Dr. Luke e Benny Blanco, tinham que manter sua imagem em foco. Ela disse: “Lembro especificamente dele[Dr. Luke] dizendo: ‘Deixe mais burro. Deixe mais estúpido. Simples, faça apenas burrice'”. Ela tentou, brincando com alguns versos tolos. “Eu estava tipo, OK: ‘Boys try to touch my junk. Going to get crunk. Everybody getting drunk’, ou algo do tipo e, para ele[Dr. Luke], era tipo: ‘Perfect'”.

O problema, de acordo com a cantora, é de que não houve equilíbrio. Cada canção era uma canção sobre a festa e, sim, era quem ela era, Kesha afirmou que foi definitivamente quem ela era, mas ela é uma pessoa real, tendo uma experiência humana completa, e ela queria que seu álbum refletisse sobre isso. “Até hoje, eu nunca lancei um single que é uma verdadeira balada, e eu sinto que aquelas são as canções que contrabalançam a minha percepção, porque você pode ser uma menina divertida, ter uma noite louca, mas você também, como um ser humano, tem emoções que são vulneráveis. Você tem amor”.

Quando o álbum foi lançado, Kesha disse que ficou surpresa com as críticas que recebeu pelo fato dela cantar sobre as mesmas coisas que seus ídolos (Bob Dylan, Beastie Boys, Iggy Pop, Fugazi e Johnny Cash). Ela acha que a música “(You Gotta) Fight for Your Right (to Party)” é a alma-gemêa de “Tik Tok”: “quando estreei minha carreira, queria ‘igualar o campo’. Eu sou uma super-feminista, uma feminista-até-o-dia-que-eu-morrer e eu posso fazer, falar e participar de todas as atividades que os homens participam. Os homens são aceitos por isso, já as mulheres, castigadas por isso.

Logo, ficou claro que as pessoas pensavam que ela era algo que ela realmente não era. As pessoas não entenderam que o cifrão no nome dela era irônico – que não era uma imagem, mas sim uma espécie de comentário na imagem. Não conseguiram entender que seu modo de cantar não era uma tentativa de rap, mas que era algo autoral, apenas uma maneira que ela fez música.

Ela fez uma turnê para o álbum e observou seu grupo de fãs solidificado e organizado e decidiu dar um nome ao grupo. Sua estranheza, sua conversa de “inclusão” e suas formas de mudar sua imagem com o glitter foi o mastro que os loucos e rejeitados começaram a se reunir. Havia nela algo sobre liberdade, sobre ela nunca tolerar qualquer discriminação, e foi isso que chamou a atenção dos seus fãs. “Eu olhei para as pessoas e elas diziam: ‘Você me ajudou’, ‘Você me ajudou a contar a verdade para meus pais’, ‘ Você me ajudou a salvar a minha vida”. E, de repente, eu, sem algum conhecimento disso, estava mudando o mundo de uma forma positiva, e agora que eu ganhei o conhecimento de que isso é possível através da música, essa se tornou a parte mais importante dela”.

Em seus arquivos legais, ela diz que durante esse tempo, Luke passou a agredi-la verbalmente, chamando ela de “fat [palavrão] refrigerator” e criticando seu peso na frente de outras pessoas.

“Eu estava me auto-pressionando a morrer de fome”, disse ela. “E eu tentei e quase me matei durante o processo.” Ela lançou o EP “Cannibal” no final de 2010, em seguida, “Warrior” em 2012, que teve um som ainda mais ousado do que o “Animal”. Ainda era dançante e papoula, mas tinha uma inspiração do rock grosseiro de 1970. Nele também tem uma música com uma influência punk chamada “Dirty Love”, que ela gravou com Iggy Pop.

Ela começou a se rebelar contra os versos que encontrava no caminho de composição de suas canções. “versos que diziam: ‘Get that heifer out my face. I’m going to pull your ponytail back because you don’t know me, bitch, you phony trick’. Eu estava tipo ‘OK, eu não vou cantar isso. Tipo, NÃO’. Então, ali estava os argumentos sobre isso” (Em declarações de representantes do Dr. Luke, eles negam que Luke tenha criado e imposto uma imagem a Kesha que ela não queria, que ele tinha pressionado a cantora para colocar apenas baladas em “Animal”, que ele tinha ditado versos para ela, ou que ele tinha emocionalmente abusado dela de alguma maneira).

Em 2013, Kesha saiu em turnê para promover o “Warrior”. No final do ano, ela estava exausta e deprimida. Tinha sido oito longos anos desde que ela assinou seu contrato com a gravadora. Sua auto-consciência sobre o seu corpo se encontrava com seu sentimento de desamparo. A única coisa que ela podia controlar era o que entrava e saía de seu corpo. Em Janeiro de 2014, Kesha entrou em um centro de tratamento especializado em transtornos alimentares.

Neste momento da entrevista, em sua casa, ela parou por um minuto, em seguida, se inclinou para mim e tocou meu joelho. Disse: “À medida que você cresce e passa a ter consciência, alguns vão te dizer que a ignorância é a felicidade, e em alguns aspectos é, mas uma vez que você percebe isso e ganha conhecimento, ele está lá, e você não pode negá-lo. Agora eu estou muito consciente das coisas que eu não era antes, e isso me mantém mais responsável por minhas ações agora”.

Enquanto ela estava na clínica, ela ficou desesperada para escrever novas músicas. O namorado dela encontrou um teclado de brinquedo, e depois de algumas negociações, a equipe deixou-a ficar com ele. Ela escreveu canções com o teclado de brinquedo, fez a terapia e recebeu cartas de fãs. Ela fez terapia de colorir e um dia ela começou a escrever mensagens em volta dos desenhos para seus fãs. “Alguém com quem trabalho me levou, literalmente, para esta doença, me torturado e [palavrão] comigo e minha família. Então, eu estou aqui ganhando tempo e recebendo minha magia de volta”, ela escreveu em uma carta que foi enviada para os meios de comunicação. Esta foi a primeira vez que o público escutou essas alegações. Em março, dois meses depois, ela saiu da clínica de reabilitação e a primeira coisa que fez foi retirar o cifrão de seu nome artístico. “Eu sou apenas curtição”, ela repetiu, dessa vez com uma tom mais amargo: “Isso é tudo o que eu sou. É isso aí: ‘Isso é tudo o que você é. Isso é tudo o que você é’. Eu estava tomando minha força, minha voz, meu corpo e meu poder de volta. Eu estou apenas voltando para a minha [palavrão] vida”.

Após isso ela passou a falar sobre seu processo.

Em 2009, Kesha foi apresentada a Ben Folds, o cantor-compositor, músico e produtor. Foi bem quando ela estava estourando e ela se encontrou ferida pelas coisas que as pessoas diziam na internet, incluindo, como Folds lembra, “Coma m**** e morra, sua p**** de vadia.” Folds a tranquilizou. Parecia claro para ele que ela era forte o suficiente para sobreviver a isto. Depois, ele fez um arranjo de cordas para ela em “Past Lives,” a última música na versão deluxe do “Warrior.” O que ele ama sobre ela, algo que ambos ele e outro produtor me disseram, é que ela é não-auto-consciente sobre ser selvagem e imperfeita. Ela entende porque uma nota deve soar louca.

Enquanto ela estava na reabilitação, Kesha escreveu uma canção chamada “Rainbow” no seu pequeno teclado de brinquedo. A sua mãe sempre lhe disse que podia dizer se uma música era ótima se pudesse ser cantada em uma nota e ainda sim soar boa. Enquanto ela sentava cantando com uma só nota, no chão da instalação da reabilitação, ela sabia que tinha algo. Ela imaginou “Rainbow” como uma grande produção orquestral, algo que Brian Wilson teria feito em “Pet Sounds.” Ela quis que essa música fosse produzida por Ben Folds, que aconteceu de ter amigos que podiam tocar violoncelos e violas e timbales e o oboé e a flauta e a trompa. Ele chamou todos eles e eles alugaram uma sala grande na Capital Records e tentaram fazer a música rápido e barata. Ele queria que ela ficasse onde Nat King Cole e Freank Sinatra ficaram, para entender a importância dela na linha de músicos que as pessoas se lembram.

Ele mexeu na ponte (bridge) um pouco com ela, mandando ideias no seu correio de voz por alguns dias até eles acertarem direito para a gravação. O processo foi revelador para ela. “Ele realmente ajudou a tirar de mim exatamente o que eu quis ser, mas eu sempre tive medo de tentar,” ela se lembra. “E ele estava tipo: ‘Tente cantar aquele C agudo. Tente cantar mais agudo. Tente fazer essa coisa estranha com a sua voz.’ Ao invés de ser envergonhada, foi como eu estivesse sendo encorajada e validada, e foi tão mágico e lindo.” Folds produziu a versão final da música usando apenas dois takes.

Kesha foi convidada para cantar no Billboard Music Awards em 22 de maio. Em 17 de maio, os produtores do show lançaram uma declaração dizendo que a KMI tinha anulado a sua aprovação da performance dela. KMI suspeitou que ela usaria plataforma para fazer o seu caso contra Dr. Luke. No fim das contas, eles cederam e permitiram que ela cantasse um cover, depois que ela assinou uma declaração dizendo que ela não iria falar sobre Luke ou dar entrevistas na premiação. Folds perguntou apra ela se ele achava que podia fazer uma versão lenta de “It Ain’t Me, Babe,” e ela disse que ela podia. Então ele chamou o seu amigo violinista, e Kesha botou o seu traje Nudie branco e subiu lá com apenas um piano tocado com duas notas e alguns violinos sobrepostos, e com lágrimas nos seus olhos ela cantou a versão da canção que era mais aguda e linda e agitada do que qualquer um dos seus aguçados e literais covers nos seus shows em clubed. As suas pausas foram extraordinárias; a voz dela, que era a voz nova dela, foi reveladora – nós já ouvimos essa voz antes?

“É isso o que me mata, é a quase parábola de ela ser contida por um tempinho,” Folds diz. “Ela é a única performer que eu consigo pensar que foi de ser moldada para ser real. A maioria do tempo que as pessoas começam, e é como se a sua inexperiência é o que os faz estourarem, e então eles têm que continuar a construir uma coisa mais polida comercial. O que ela está fazendo na verdade é o oposto, onde ela está agora mostrando que na verdade, há algo realmente enorme sob a coisa toda.

Kesha estava cansada; Kesha estava bem no meio de ser retono de Saturno. Um contrato de gravação age como um formol para a pessoa que você era quando assinou. Kesha pode criar um som novo. Ela pode usar a sua nova voz. Ela pode cantar os seus hits pop como canções country. Mas não há garantia que de alguém irá lançar essas canções: Há uma cláusula no seu contrato original que insiste que ela se mantenha “razoavelmente consistente em conceito e estilo para o conceito artístico e estilo” das gravações originais; há uma cláusula que diz que ela não está permitida nem a mudar o seu nome sem aprovação.

A alegação de estupro borbulha debaixo de cada processo e cada arquivamento e cada movimento nesse cado. Isso sombreia cada palavra de cada página desses fatos. O nosso sistema legal não foi feito para lidar com um caso como Lukasz Gottwald p/k/a Dr. Luke, Kasz Money, Inc. and Prescriptions Songs, L.L.C. v. Kesha Rose Sebert p/k/a Kesha: uma alegação de estupro que já passou da sua data de validade e se tornou uma disputa de contratos banal. Kesha não vai ceder das suas acusações, e Dr. Luke não vai ceder no seu fato de difamação. Como eles poderiam se acertar? Acertar só fará parecer como se os dois tivessem mentido. A história de Luke vs Kesha é uma história de assasinato-suicídio reputacional; é uma granada do qual pino foi puxado; é uma história de Terra arrasada.

Nos últimos dois meses, eu fui dado a informação que você é dado quando se trabalha em uma grande revista da qual história se evicendia para influenciar a situação. Kesha foi provida com produtores de fora, a Sony me disse dias antes disso ir para a imprensa, e Kesha e Kemosabe tinham concordado em trabalhar com quase uma dúzia. A Sony disse que isso “foi feito possível para Kesha gravar sem nenhuma conexão, envolvimento ou interação alguma com Luke.” Mas um dia depois, representantes da Kesha me disseram esse não era o caso, dizendo, “Dr. Luke insistiu na participação da Sony é só uma ‘acomodação’ e não negou que todas as decisões em relação ao álbum ainda estão sendo feitas por Dr. Luke.” A advogada de Luke me disse que Luke está animado para limpar o seu nome da corte. A advogada dela dis que Kesha sempre foi bem-vinda para gravar e que pode estar em um estúdio de gravação o mais cedo nessa semana. Mas se você tivesse que criar um espectro de experiência emocional, você descobriria que Luke vs Kesha senta no fim oposto de onde nós sentamos quando queremos ouvir uma canção pop. A música velha deles já soa distorcida e estragada para mim. A única coisa que sabemos com certeza é que esse caso vai definir para sempre os dois, e que enquanto ele ainda estiver acontecendo, o mundo não irá conseguir ver esse novo lado de Kesha. A única coisa da qual temos certeza é que mesmo se ele for resolvido, essa história é para sempre.

Por fim, eu pude quatro das músicas novas de Kesha. Eu fui à um escritório em Manhattan e sentei em uma sala e escutei enquanto dois dos representantes dela obeservavam. Kesha me disse que quando a inspiração a acerta com uma música – uma letra, um refrão, uma melodia, qualquer coisa – ela fica com isso na cabeça até botar no papel, que a inspiração em si é como um ato divino. Eu ouvi “Hunt You Down,” que era uma verdadeira canção country com banjo e uns verdadeiros sentimentos country: “Se você f**** por aí, eu vou te caçar.” Eu ouvi “Learn to Let It Go,” que soava como algo que você ouviria em rotação pesada no rádio com a voz linda e grave de Kesha cantando que um final feliz depende de você. Eu ouvi “Rosé,” uma torrada para um velho namorado que se casou. “As coisas boas nunca duram,” ela canta.

Mas a canção que eu quero mais contar a você é “Rainbow”. Se algum dia ela chegas aos seus ouvidos, será a sua canção favorita da Kesha. É grande e extensa, e você pode ouvir cada instrumento que Ben Folds e os seus amigos tocaram – tem uma vibe Beach Boys, assim como ela queria. E como Folds disse, o jeito que ela canta a canção é tão rico e tão real que te tira da sua expectativa de uma canção pop. “Eu achei um arco-íris, arco-íris, baby,” ela canta. “Confie em mim, eu seu que a vida é assustadora, mas apenas bote essas cores, garota, e venha pintar o mundo comigo hoje á noite.” Na seção final, a voz dela fica mais forte e mais tensa e o efeito é devastador. Eu pedi para ouvir mais três vezes.

Tradução: Samuel D., Pedro I., Natália H.

Fonte: NYTimes


Post publicado por Samuel D
10.10

Na última atualização do caso, Kesha e Dr. Luke brigavam na justiça pelos documentos médicos da cantora. O time do produtor estava pressionando o tribunal para a liberação dos mesmos, porém toda informação trocada entre paciente e terapeuta é protegida por lei e não pode, em hipótese alguma, tomar proporções públicas. Os Advogados de Luke, no entanto, rebateram dizendo que Kesha já tornou o caso público por opção própria, sendo assim Kesha teve que entregar seus registros médicos a equipe do produtor.

Os papéis somam  913 folhas e contém informações dos laudos médicos e psicológicos emitidos em todos os quatro estados pelos quais Kesha se tratou ao longo da última década (Nova York, Califórnia, Illinois e Tennessee), e os advogados de Luke estão se recusando em mantê-los confidenciais. Agora, Kesha está pedindo a juíza do Supremo Tribunal de Nova Iorque para emitir uma ordem de proteção para evitar que os registros sejam divulgados ao público. Os advogados de Kesha dizem que a única intenção do produtor em divulgar os registros de Kesha é constrangi-la publicamente. Luke contratou 25 advogados para revisar documentos irrelevantes.

Uma nova audiência está marcada para 26 de outubro, onde o pedido de proteção deve ser discutido.

ATUALIZAÇÃO:

Apesar de uma audiência estar marcada para dia 26, a juíza Shirley Korneich fez sua decisão na última quinta-feira: Dr. Luke está proibido de divulgar quaisquer informações contidas nos documentos médicos de Kesha. Confira a nota da autoridade:

“Dada a extrema atenção da mídia a este caso, que resultou em ameaças ao tribunal e manifestações, o tribunal considera o pedido de proteção justificável.”

Fonte: BuzzFeed


Post publicado por Natália H.
24.08

O tabloide americano Page Six publicou uma matéria onde diz que a juíza Shirley Kornreich, responsável por dar Dr Luke como inocente no caso judicial, é casada com o advogado Ed Kornreich é um parceiro da Proskauer Rose, uma firma de advogados que tem a Sony/RCA como clientes.
Veja a tradução do artigo:

A Sony Music e a RCA tiveram vantagem sobre a cantora Kesha quando a Corte Suprema de Justiça Shirley Kornreich quando dispensou o caso dela contra o produtor Dr Luke em Abril?

O marido de Kornreich, Ed Kornreich é um sócio da Proskauer Rose, uma firma de advogados que tem Sony/RCA como cliente.

“Parece haver um forte conflito de interesse”, um insider de música diz.

Kesha retirou o seu processo judicial contra Dr Luke por assédio sexual e abuso, na California, dizendo que ela “queria ter a sua música lançada” esse mês. Mas ela continua apelando em Nova Iorque.

“Esse processo é tão pesado no meu, uma vez, espírito livre e eu só posso rezar para um dia sentir felicidade de novo,” a cantora disse em seu Facebook.

Sony não comentou sobre.

ATUALIZAÇÃO:

Em uma recente conferência de status do caso, tanto os advogados de Kesha quanto os de Dr. Luke concordaram que a juíza deve ser retirada do caso, visto que há um conflito de interesses entre Kesha e a júri. Provavelmente a equipe de Dr. Luke concordou com a idéia para que a equipe de Kesha não possa usá-la contra ele no futuro.

De qualquer maneira, a retirada definitiva da juíza está para ser confirmada, e o caso segue adiante, porém com as acusações de violência sexual retiradas.

Fontes: PS | PH

 


Post publicado por Pedro I.
13.07

É isso mesmo! O contrato feito entre a Kesha e a Sony/RCA/Kemosabe pode ser desconsiderado em 2018, caso ela não ganhe nas ações judiciais movidas contra Dr. Luke e as gravadoras Kemosabe, RCA e Sony.

Hoje (13.07), Austin (fã conhecido por ter contato direto com a cantora) publicou no Twitter :

Kesha estará 100% livre em 2018, mesmo ela perdendo na ação judicial [Kesha X Dr. Luke] por conta da “regra de 7 anos”.

Essa “regra de 7 anos” que Austin está se referindo é a De Havilland Law, lei válida apenas no estado da Califórnia, EUA. A De Havilland Law define que um contrato exclusivo de serviços pessoais (no caso da Kesha, o de gravar músicas), independentemente das cláusulas do contrato, tem sua invalidez 7 anos a contar desde o início do serviço. A lei é muito utilizada na indústria da música, como nos casos de Courtney Love e Smashing Pumpkins, que citaram a regra ao contestar contratos que exigem a entrega de vários álbuns (embora as gravadoras haviam pressionado para que houvesse uma exceção, fato que lhes permite recuperar o prejuízo pelos álbuns não entregues em contratos anulados pela regra).

No caso da Kesha, o contrato de exclusividade com a Kemosabe, em conjunto com a RCA e a Sony, foi assinado em 2006, mas renovado em 2011, contanto os 7 anos a partir da última renovação de contrato, terminando então em algum momento de 2018.

Como o contrato da Kesha tem, além de serviço de exclusividade, a entrega de, no minimo, 8 álbuns (tendo apenas 2 entregues, aceitos e lançados), ela teria que, no caso de usar a De Havilland Law, pagar para as gravadoras uma quantia pelo fato dela não ter entregado a meta minima de álbuns.

FONTE: Reuters


Post publicado por Samuel D
20.06

Hoje (20), os advogados de Kesha e Dr. Luke bateram de frente um com o outro no tribunal de Manhattan, visto que o time representante de Dr. Luke continua solicitado que os registros médicos e psiquiátricos de Kesha sejam divulgados e entrem como fator decisivo no processo judicial que o produtor iniciou contra ela, acusando-a de difamação. Porém toda informação trocada entre paciente e terapeuta é protegida por lei e não pode, em hipótese alguma, tomar proporções públicas, fato que os advogados de Luke parecem estar pouco se importando.

Kesha passou por tratamento médico e psicológico em quatro estados ao longo da última década (Nova York, Califórnia, Illinois e Tennessee), e os advogados de Dr. Luke apelam para a juíza ter acesso a todos, embora exista a tal lei de sigilo, favorável a privacidade da cantora. Os Advogados de Luke, no entanto, rebatem dizendo que Kesha já tornou o caso público por opção própria.

Por sua vez, o novo advogado representante de Kesha encerrou com: “Embora Mr. Gottwald [Dr. Luke] diga que as declarações da Sra. Sebert [Kesha] sejam falsas, a sua veracidade ainda está para ser apresentada ao jurí – e julgada.”

Fonte: New York Daily News 


Post publicado por Samuel D
23.05

Ontem, no billboard Music Awards 2016, as cantoras Halsey e Meghan Trainor foram entrevistadas no Red (Magenta) Carpet do evento e foram solicitadas a deixarem uma mensagem para a Kesha. Confira o que as artistas disseram abaixo:


Post publicado por Samuel D
19.05

A ação de Dr. Luke em barrar a performance de Kesha no Billboard Music Awards chegou até Lady Gaga, que não gostou nada da história. Gaga fez questão de usar seu Twitter para expor seu descontentamento com o produtor, confira:

“Nao é estranho ser permitido por lei ter poder sobre uma mulher dessa maneira? Escuta aqui, Ursula, nós queremos a voz dela de volta #FreeKesha”

– @LadyGaga via Twitter

 


Post publicado por Samuel D
12.05

Hoje, o site Page Six divulgou que Dr. Luke está solicitando que Kesha apresente atestados médicos que provem a acusação de estupro por parte da cantora.

Lukasz Gottwald, disse em uma nova ação judicial preenchida em Manhattan que a cantora não apresentou nenhum documento terapêutico quando o acusou de trauma físico, emocional e sexual.

Os advogados de Kesha contrariaram a ação do produtor nessa última terça-feira (10) , alegando que a cantora tem o direito de fazê-lo, pois as consultas terapêuticas guardam os pensamentos e sentimentos mais íntimos de uma pessoa, que devem ser protegidos. Eles também disseram que se os registros de Kesha forem liberados, sessões de terapia privadas de outros vítimas de estupro também poderão ser divulgadas, o que é ilegal.

Há um tempo atrás, após favorecer Sony/Dr. Luke no tribunal e afirmar que Kesha não tinha evidências suficientes para provar que realmente sofreu abusos sexuais do produtor, a juíza responsável pelo julgamento já havia solicitado um laudo médico que provasse a acusação de estupro.

Segundo os documentos do caso, Kesha afirma que, após ser drogada pelo produtor, ela acordou nua em seu quarto de hotel, ligando imediatamente a sua mãe (Pebe) para denunciar o ocorrido. Durante a ligação, Kesha também teria afirmado a Pebe que necessitava ir ao pronto socorro, porém não se tem informações se Kesha realmente passou por um médico depois de ser abusada pelo produtor.

Fonte: Page Six

 


Post publicado por Samuel D
03.05

Capa e destaque do mês da Latina Magazine, Demi Lovato foi questionada sobre sua posição no caso Kesha x Luke e não deixou de apoiar a amiga. Demi já havia argumentado a favor de Kesha, logo após a negação do pedido de liminar e fez questão de continuar mostrando apoio a ela.

Nem é tanto sobre Dr. Luke, já que não é da minha conta o que aconteceu ou o que pode não ter acontecido.”  – Demi sobre as alegações de abuso sexual conta Dr. Luke – “O importante pra mim é que as pessoas têm tanto medo de denunciar quando são abusadas sexualmente ou estupradas porque 1) não é algo fácil de se provar, então você não irá querer passar por todo o processo e tê-lo jogado fora; 2) Por ser difícil de provar, as pessoas são rápidas em espalhar rumores ou não acreditar em você e, portanto, ninguém está denunciando e as mudanças só estão acontecendo em um sentido pior.

Demi chamou a atitude de Kesha de “corajosa” e acrescentou que artistas mulheres não devem se sentir como competidoras entre si. “Nós temos que apoiar uns aos outros”, disse ela.

Fonte: Billboard

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